Representantes da Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e do Setorial de Teatro e Circo de Campo Grande se reuniram ontem na sede do Circo do Mato. O objetivo era discutir as políticas culturais da Fundac, o edital do Fomteatro e o Festival Boca de Cena, a ser promovido pela Fundac em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).
Entre os representantes da Fundac estavam Athayde Nery, diretor presidente, Roberto Figueiredo, diretor de cultura e Ricardo Maia. Também participaram da reunião os artistas Beth Terras, Jair de Oliveira, Anderson Bernardes, Victor Hugo Samúdio, Paulo Matoso, Andréia Freire, Marcos Moura, Fernando Cruz, Camila, Emmanuel Mayer, Drielly, Arce Corrêa, Rick Thibau, Jair Damasceno, Mauro Guimarães e Laila Pulchério.
A primeira ação da reunião foi a formação das câmaras setoriais. Para a Câmara de teatro foram escolhidos delegados Victor Hugo Samúdio, Aline Duenha e Fernando Cruz. Já representando o circo foram escolhidos Mauro Guimarães, Rick Thibau e Wagner Perez. Em seguida tem início a leitura do documento entregue pela classe a Athayde Nery. No ofício constam algumas reivindicações dos artistas como revisão dos valores de cachês, a circulação de temporadas de teatro e circo em locais alternativos, o pagamento de cachês no máximo 15 dias após a realização do espetáculo e a participação da Câmara na elaboração dos editais ligados à área.
Jair de Oliveira expôs as necessidades da classe. “Estamos aqui para pleitear melhorias nas condições de trabalho. As dificuldades que temos são nas várias esferas. Temos um Plano Municipal de Cultura e queremos viabilizá-lo de fato. Para Athayde Nery, é de “extrema importância a existência de uma proposta bem feita, definida e construída conjuntamente”. “Sabemos que o setor está defasado e o objetivo com esse plano, que é o marco zero, é buscar entre R$ 13 e R$ 14 milhões para a Cultura por ano”, frisa.
Em seguida entrou em discussão o pagamento de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) pelos atores, que reclamam da grande quantidade de tributos. Para discutir tal reivindicação, foi formada uma comissão que irá debater a cobrança do ISSQN junto à prefeitura. “Estamos trabalhando para fortalecer a classe. As construções são feitas coletivamente mas, com certeza, conduzidas pelos próprios artistas. Vamos buscar juntos não só a realização de espetáculos mas também as políticas públicas que abrangem formação, espetáculos, cachês, informação e, principalmente, o objetivo principal da cultura que é o acesso da população”, completa Athayde Nery.
Boca de Cena
Em relação ao Festival Boca de Cena, as discussões foram em relação a continuidade das ações desenvolvidas em 2009. Foi destacada a parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) para que as ações fossem realizadas de forma conjunta. O edital está em elaboração – para ser adequado aos interesses dos artistas - e deve ser lançado oficialmente na próxima semana.